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Matanza: Saloons, tiroteios e roubos de caminhão

Diretamente dos bares e bilhares do Rio de Janeiro, Matanza vem nos provar que ainda é possível fazer um som pesado, com personalidade e ter grande público praticamente em qualquer lugar que toquem.

Com letras que fazem mergulhar no universo do velho oeste norte-americano – joagatina, mulheres, brigas e bebedeira (excessiva), a banda já reúne quatro álbums de músicas de autoria própria e um de versões de canções de Johnny Cash. Este último mostra o prestígio da banda pela herança country e bluegrass do rock, muito bem retratado em “Rio de Whisky” e “Ye ole bluegrass assassinate”. Algumas de suas faixas, como “Ela roubou meu caminhão” e “Mesa de saloon”, falam inclusive – pasmem – de histórias de amor, tudo de um ponto de vista ogramente peculiar.

Seu último álbum, Odiosa Natureza Humana, lançado em 2011, já incorpora elementos de outros estilos em algumas faixas, como um vocal mais reverberado aqui e um riff western ali, mostrando que a banda tem muita capacidade de se reinventar mantendo a sólida identidade que seus fãs conhecem e gostam.

Após diversas turnês pelo Brasil, Matanza volta ao estúdio para gravar seu quinto álbum, mostrando que estão com os 8 cilindros do motor a diesel de sua produção funcionando a todo vapor. Seu lançamento será no Circo Voador, no dia 15 de dezembro, no Matanza Fest, evento encabeçado pela própria banda e que também divulga outras bandas nacionais de calibre, como Confronto e Gangrena Gasosa.

Em tempo, me sinto na obrigação de dizer: O primeiro show do Matanza a que assisti foi no Circo Voador, em 2005, numa noite memorável que enfileirou também Dead Fish e Ignite no mesmo palco. Pela experiência, posso afirmar: Se você ainda não entrou na roda em um show do Matanza, não perca a próxima oportunidade e conheça o verdadeiro HELL ON EARTH!

Acompanhem a produção do novo álbum aqui.

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